sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ludíbrio



E a traição, tão sorrateira e mesquinha,
Ronda o coração humano; só dele se avizinha.
Egoísta, inconsequente, cheia de si, de maldade
Ela é uma raposa usando a ovelha por vaidade.

A traição é dissimulada, fútil e perigosa.
Ela tanto engana o outro como o seu agente. 
É, pois, uma ilusão tão vil quanto danosa;
Ação apenas do ser denominado gente.

Ela, ao invés de apenas ser usada, usa.
E quem faz do outro tolo e dele abusa,
Não passa de vítima de seu próprio engano.
É tolo quem trata o coração do outro como pano

E merece uma rasteira bem dada.
Da traição de bom não se espera nada,
Porque de verdades urge sempre a vida.
Ao traidor o engano vem na mesma medida.

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