sexta-feira, 11 de julho de 2014

Aurora Inaudita



Eu queria uma aurora inaudita,
Que arrastasse por todo o dia
Sua luminosidade rara e bendita
Sobre a escuridão de minha agonia.

Que da abóbada resplandecesse 
E assim como um grande facho,
Que quando ao solo descesse,
Cintilasse as águas do riacho.

E que os seus raios fulgurantes,
Como o  condão de uma varinha,
Apenas em poucos instantes
Fossem minha fada madrinha.

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