sexta-feira, 11 de julho de 2014

Agora



Não estar feliz jamais a ninguém apetece.
Aqui, lá, que seja alhures, porém, agora. 
Mas a faca corta a esmo se você a esquece.
E é no espaço do ainda que o perigo mora.

A noite é um branco que sempre encarde,
E à felicidade não se fecha a porta.
Tornar-se  feliz é tudo o que importa.
A manhã não deve esperar pela tarde,

Se ousa  abrigar o pranto que lhe destrói,
Sobrepondo-o a uma e a outra saída...
Ora, o sal do pranto é o que mais corrói!
Nada se vislumbra com a pálpebra caída.

O dia é uma noite que empalidece;
A noite é um dia que já se fez  tarde.
E o abrir os olhos depois da prece
É a felicidade sem nenhum alarde.

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