sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Mágica da Percepção



A vida não precisava de acessórios para se fazer mais bela. Ela transcorria tão fluente e colorida entre os acontecimentos diários ou incidentes. Pela manhã, muitas vezes a chuva densa que se transformava em chuvisco banhava o verde domesticado e o indômito
À tarde, as nuvens arroxeadas davam ao céu a aparência melancólica e misteriosa. Ao fundo, a mata abrigava periquitos e passarinhos diversos, ao mesmo tempo que produzia frutinhas suculentas e ervas daninhas.
O cair da noite, com seus mistérios, trazia medinhos e medões. Tantas onomatopeias saltavam na escala dos sons! Na mente desfilavam personagens em cenários incríveis. Os olhos cerravam-se como cortinas após uma apresentação.
Agora o sonho se encarregaria de fiar o tecido dos dias, com seus personagens reais e imaginários, sob a ótica lúdica e mágica da menina que via a vida com os olhos da sua percepção.

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