sábado, 21 de junho de 2014

Noite Cheia de Sonhos

             

    "Noite alta, céu risonho.
     A quietude é quase um sonho..."  Cândido das Neves


Noite alta, céu risonho.
Minha quietude começa
Quando, à noite, o sonho
Chega, assim, e sem pressa,

Faz o luar, lá na mata,
Lavar com  a palidez
Da sua chuva de prata
O verde e sua tez.

Na quietude do sonho,
A vida é cor de rosa.
O meu olhar todo ponho
Na Lua sempre airosa.

No sonho da noite alta,
Eclodem tantos desejos,
Que se traduzem em gracejos
Para suprir toda a falta

Que  eu  sinto de teus beijos.
E, como a Lua altiva,
Olha do alto os andejos,
Eu, ainda que esquiva,

Olho as estrelas serenas
Na quietude do sonho.
No  dilúvio de falenas,
Meus olhos agora ponho.

E recito minhas queixas,
Fazendo-lhes um pedido
Com teu nome nas endeixas:
"Que não me tenhas esquecido!".

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