quarta-feira, 11 de junho de 2014

Na Aba do Sonho


Sento na aba do chapéu daquele sonho,
Pego carona e com ele vou voar.
Então, a sobrevoar o mundo me ponho;
Agarro a mão do sonho, que é pra me segurar.

Não temo por estar distante, às alturas;
Gosto mesmo é de me afastar, divagar.
Eu prefiro passear nas noites escuras,
Olhando todo astro no céu cintilar.

E, quando retorno do passeio com o sonho,
Meu despertar é sempre mais entusiasta.
Meu semblante se mostra até mais risonho,
Pois que da tristeza meu sonho me afasta.

Espero ansiosa o senhor de chapéu
Para sair com ele jogando confete.
E de noite olho de novo pra o céu
Para irmos por aí pintando o sete.

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