quinta-feira, 12 de junho de 2014

Devaneios


Calo em mim as imagens devaneadas.
Sou um caracol no ato de sonhar.
Do frio, guardo as ilusões talhadas
Com o calor da certeza que esperar

É guardar em concha o ato de sonhar.
Então, eu bordo histórias enfeitadas,
Dentro do claustro, para só revelar
Ao meu coração, que cria delicadas

Narrativas de fatos e lugarejos...
Coisas que guardo pra compor trajetórias
As quais não passarão de tolos desejos.

E os meus mitos a dor ultrapassam,
Pois que o coração é terra de memórias,
Principalmente, às coisas que não se passam.

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