sábado, 21 de junho de 2014



A caneca colorida, que posava eternamente na estante,
Era uma caneca bonita, que trazia lembranças
Como num cordão de fita, ou de barbante.
Era olhar para ela e montar na cabeça tranças
Perfeitas de episódios, de coisas e de pessoas.
Contemplá-la trazia-me sensações mais do que boas.
Como ao som de melódios, eu flutuava entre imagens
E devaneios em fulgurantes pensamentos. 
Com o sopro de tantos e tantos ventos
Eu ia além dos passeios nas  nórdicas viagens.
Eu voava sem asas na minha imaginação
E encontrava coisas, pessoas e lugares que eu nunca vi,
Com os olhos fixos na caneca vinda de Milão.
Tanta coisa cabia no singelo souvenir...

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