quarta-feira, 14 de maio de 2014

Hipérfora


Sou uma translação contínua e fremente
Num estado camaleônico ininterrupto.
Sobremaneira sigo os apelos da mente
Entre estágios súbitos, abruptos.

Vejo o mundo com minha veia exegeta.
Não me prendo a formas nem a regras.
Eu sou e não sou; finjo; sou poeta.
Gosto de tatear o mundo meio às cegas.

Esquivo-me de verdades absolutas; prontas.
E para uma convicção elaboro sentenças. 
Recomeço sempre no final das contas,

Porque minhas mutações são intensas.
Contudo, não apelo para afrontas.
Persigo minhas metas minhas crenças.

Sou camaleão, deixo as presas tontas. 

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