quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um Conto Diário


Era uma criança tonta,
Cheia de imaginação e pensativa.
Que estava sempre pronta
Pra uma conversa imaginativa.

Que dava olá para os vegetais
E guardava objetos sem uso,
Porque achava um abuso
Não tratá-los como  animais;

Com carinho e desvelo,
Então dava nome a tudo:
A geladeira, mesa, espelho
E a qualquer amigo  mudo:

A porta, armário, tapete.
Saudava, pedia desculpas
A abajur, jarro, ramalhete.
E lhes falava de medos e culpas

Mas tinha amigos de carne e osso;
Fosse  na escola ou na vizinhança. 
Desses com os quais causava o alvoroço
Comum a qualquer criança.

Então, entre real e imaginário,
Os seus ritos de passagem
Eram um  conto diário
Cheio de camaradagem.

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