terça-feira, 13 de maio de 2014

A Bela e a Fera (Paródia)

Andava pelo jardim imenso sob o luar. De monstro temível, só a aparência. A capa branca esvoaçante era um sinal de sua essência. E como era elegante!
Não havia mal em seu olhar. Isso se podia perceber logo ao lhe mirar. E que olhos doces! Estava ansioso quando o pai da dama a trouxe para ali morar, por causa da punição que ele (o monstro) lhe dera por pegar uma rosa de seu jardim. Deu-se tudo assim:

Quando ela, apareceu, a Fera apenas se estremeceu. Era mais bela a Bela que qualquer das rosas que em seu jardim havia. E, enquanto a Fera se estremecia, a Bela apenas lhe olhava terna, pois não lhe temia. Mas a Fera estava num bater de pernas, numa agonia, pois tinha medo que a linda dama com ela se assustasse, e embora Bela tão tranquila a olhasse, a Fera ainda temia que ela a rejeitasse.

Com o passar dos dias, os dois, amigos se tornaram. Comeram juntos e até brindaram a amizade, porém um dia, a Bela sentindo do pai saudade, foi ter com ele, deixando a Fera tristonha. À casa do pai, tranquila e risonha, a Bela subitamente pensou na condição da Fera, tão solitariamente, e sem espera voltou ao castelo. Gostava do monstro, e por isso, o achava belo.

Já de volta, Bela encontrou a Fera semimorta. Chorou e pediu que não a deixasse e se curvou para que a Fera beijasse. E qual não foi a surpresa de Bela, quando ao dizer à fera que a amava, o seu rosto se transformava. O Monstro era um príncipe que tinha uma maldição, quebrada com a paixão daquela linda donzela. E levantando-se ele disse querer casar com Bela. Então, eles viveram felizes para sempre e nem um mal lhes aconteceu e antes que eu não mais lembre: você é a Fera, a Bela sou eu.

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