quarta-feira, 26 de março de 2014

Volúpia


Desperta a jovem num jardim que, exuberante.
Ergue-se de sonhos um formoso palácio.
Logo o amor faz-se real, porém intrigante,
Pois que ostenta misterioso prefácio.

Fausta ouvida a sina de desposar a fera,
Porém a insensatez a jovem domina.
E vão-se as cálidas noites como quimera,
Voltando a inepta à crueldade da sina.

Sua tolice residiu no simples fato
De julgar que era nércia a obediência,
Tomando atitudes, que de imediato,

Causaram-lhe, por certo, assaz condolência,
E tornaram-na, enfim, a mãe da volúpia,
Psiquê, retrato moldado da imprudência.


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