segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma Menininha




Lembro-me da menina pensativa
Que desejava uma praça estampada
De flores.
Uma menina introspectiva
Que amava as borboletas e suas cores.
Que tinha a mente habitada
Por estórias e desejos.
Uma menininha que tudo lia
Entre beicinhos e gracejos.
Que personificava os vegetais
E conversava com os animais.
Que dava proporções tamanhas
A coisas diminutas.
Uma menininha cheia de manhas
Que temia assombração
E que via no pai um guerreiro
Que lhe dava assistência.
Com quem caminhava pelo terreiro
No meio da plantação.
A quem batia continência
E para quem corria
Assustada,
Quando imaginava que a Lua do céu caía,
Porque não estava colada.

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