domingo, 2 de março de 2014

Tristes Janelas


São duas poças rasas e estéreis.

Duas lentes inertes, transparentes.
Vazias de brilho, vós que éreis
Dois fachos de lume incandescentes.

Eu olho para vós, tristes  janelas,

E busco algo que em nada encontro,
Mas vós sugeris duas sentinelas,
Decerto a postos para um confronto.

E o clarão que antes existia

Em vós, ó lentes, que hoje, apagadas
Era como rastro que vos conduzia

A  faustos dias de caminhadas.
E aquela face, pois, resplandecia 
Com as seteiras bem iluminadas.

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