sábado, 1 de março de 2014

Quem me dera um par de asas!




 Quem me dera um par de asas,
 Neste dia branco iluminado, 
 Para voar pelo mundo!
 Seria excitante
 Sobrevoar o mar soberano,
 Vendo-o todo derramado
 Sob o meu voo profano.
 Elas não seriam concretas:
 Seriam invisíveis,
 Secretas.
 Insensíveis ao calor
 E à umidade.
 Sem plumagem,
 Sem cera. 
 Isentas de fatalidade.

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