sexta-feira, 28 de março de 2014

Para a Louca de Chaillot


Em tua vil decadência,
Não deixaste a matéria.
Ó, bendita a miséria
Que deu a ti consciência!

Bem se sabe, a loucura
Reside em atos insólitos,
Para os quais não há cura,
Pois que são atos incólitos.

Tua insanidade lúcida,
Arraigada de atitude,
Mostrou tu'alma translúcida.


Por isso sofreste estigma
Do senso vil e comum,
Por fugir ao paradigma

De ser apenas mais um.
Ó, nobre louca de Chaillot,
Vítima do senso falho.

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