sexta-feira, 28 de março de 2014

O Anoitecer


Sobe a tarde no horizonte.
Por cima do velho monte
O vermelho bem escorre.
Escurece, e ele morre.

E a noite se esparrama.
Pela tarde se derrama.
E  tudo aquela domina,
Mas a Lua ilumina

O terreiro enegrecido.
Fixa o olhar incontido
Em tudo o que alcança.

A Lua, fidalga e mansa
Alumia como círio
A noite do andarilho.

E, então, a Lua descansa.

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