quinta-feira, 13 de março de 2014

Mundo


Mundo, este jardim que se fez mágico,
Povoado de ilusões nefastas.
Entre o banal e o fantástico,
Uma inevitável imersão
Gera tanto senhores como escravos.
Em teu reino os apertos de mãos
Anunciam os grandes agravos,
E se implora pelo banho bento.
Em teu lago sujo não há mais cisnes.
Não há brio, pudor, castidade.
Não existe mais vida a contento,
Nem cavaleiros em alazões firmes.
Ó, quem dera Parsifal abrisse
Sem demora todas as portas
E para o Graal nos conduzisse!
A fim de termos nós as feridas,
A exemplo de Amfortas,
Expurgadas, curadas, exauridas.

Um comentário:

Nós poéticos e Literários disse...

Belíssimo poema Suely!
Minhas saudações!

=)