domingo, 2 de março de 2014

Menininho Doente ( Paráfrase do poema de Mário Quintana)





(...)

Sua alminha olha o céu distraidamente,
Enquanto o operário usa a cachola,
E como uma sentinela, cuidadosamente,
Escreve um verso e a janela olha.

Não escreve ligeiro, pois fica ausente,
Enquanto a inspiração se desenrola.
E pouco a pouco, dedicadamente,
A história do menino cantarola...

Mas não se esquece do mal que existe:
Então estanca sua voz e chora,
Com dó do menininho triste

Que habita todos os dias a sua mente.
E, enquanto escreve sua história, ora
Pedindo para ele saúde de presente.


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