sexta-feira, 28 de março de 2014

A Musa doente fala a Baudelaire.


(...)

São as visões da alma pelo peito,
Que trazem alegria por instantes.
E os olhos quebram quando passa o efeito,
Pois as visões aos tolos são lesantes.

Danosa prenda fez-me os olhos aflitos.
Quando, enfim, lhe caíram a venda.
E aqueles sentimentos tão bonitos,
Não passaram de conto, de lenda.

Não se tratou de um ente de cor, 
Mas de um dardo de efeito ruim
Do anjo que nos impõe o amor.

Quero; desejo o sangue cristão, oh, sim!
Para afastar o veneno do anjo, 
E me trazer o bem de um querubim.

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