domingo, 2 de março de 2014

À Toa


À toa, sem  planos,

Eu carrego na mente  um  prazer imenso. 
Sou capitã de minha nau. 
Estou a postos no leme.
Tenho pensamentos insanos
E um vigor intenso.
Não tenho pressa para o final,
Pois tenho  um medo que a nada teme.

Saúdo a liberdade,

Porque não me interessam laços,
Nem quero fazer planos.
Eu ando sem  direção 
E isso me conforta,
Mas não cruzo os braços.
Busco uma convicção.
Isso é o que, por hora, me importa.

Mantenho os pés descalços

E despenteados  os cabelos.
E parto para os percalços.
A mim me cabe vencê-los
Com sofreguidão.
Quero andar, assim, indagando sobre a vida.
Buscar minha verdade, 
Atravessar  rios inteiros,
Encontrando as pontes,
Até chegar  a certa distância. 

Sem isso não irei além de esquinas,

De ruas da vizinhança.
É pelo curso do rio que o barco avança
Pelas mãos de cada barqueiro.
E em  cada margem se encontra um pouquinho
De estorvo ou de acesso,
Durante o percurso inteiro.

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