domingo, 2 de março de 2014

A Janela


É uma janela bonita,

Por onde se vê o infinito,
E aquilo em que não se acredita;
Uma janela rara, admito.

Uma janela rara,

Que pouco se encontra
E que a nossa alma sara,
Quando a vida nos apronta.

Muda dinamicamente:

É uma janela ativa,
Que curiosamente,
É bem participativa.

Mostra-se compreensiva

E muda logo a paisagem
Sempre que eu, pensativa,
Busco na vida coragem.

Ela é  como um portal;

Se eu estou doente,
Cura-me do mal,
Fazendo-me resistente.

Como criança embebida,

Em coisas em que se não crê,
Olho sempre embevecida
E vejo o que não se vê,

Olhando a rara janela,

Que se abre para poucos:
Crianças, poetas e loucos.
São os que acreditam nela.

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