sábado, 9 de novembro de 2013

Morte Constante



A vida é uma morte constante;
Morre-se sempre.
A todo o instante...
A vida se abre para que a morte entre.

Morre-se lentamente.
Morre-se subitamente.
Morre-se de verdade
Ou metaforicamente.

A morte habita o mundo;
Ronda os caminhos das gentes.
O seu fantasma é oriundo
De todas as nossas mentes.

Ela é viva, a morte.
Ela é altiva e persistente.
E existe mesmo que alguém não se importe.
Ela passeia por aí diariamente.

Morre-se de medo da vida.
Morre-se de amor ou de tédio.
Morre-se de ócio ou de lida.
Morre-se de tomar remédio.

E a morte segue matando,
Minuto a minuto tudo que é vivo.
Sonhos, desejos, amores ela vai acabando,
Esquivando-se do que é lenitivo.

Mas ela é neutralizada,
Se a gente não a permite.
Se não é concretizada
Ela, a morte, não existe.


2 comentários:

J. Ribas disse...

Poema de tema desafiador, onde vc conseguiu captar a essência do dilema vida/morte e indica a redenção, a transformação oriunda dessa passagem. Abraço!

ÐeeÞ Mµsik disse...

Ola querida procurando uma imagem para colocar no meu blog achei seu blog...muito lindo....queria dar uma sugestao...a vcoce...que tal...em cada poema vc colocar a baixo da imagem uma musica......deixar meu blog...de uma olhada.....

caso se interrese...meu imail....

babocha52@hotmail.com sou de Sao Paulo

link do meu blog

http://deep-musik.blogspot.com.br/

um bom Natal e Feliz Festa...fica com Deus.....