quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Pseudo Perfeição


Era como qualquer outra menina:
Gostava de  brincar.
Às vezes, se cansava de ser pequenina
E começava um tal de teimar,
Que dava em castigo.
Falava consigo;
Imitava os adultos.
Às vezes, respondia aos insultos.
Tinha apelidos;
Pernas arranhadas;
Cabelos compridos.
Cochichava segredos .
Tinha as amigas favoritas
Para tantos enredos...
Todas belas senhoritas
De contos de fadas.
E neles era perfeita:
Impecável!
Uma moça feita;
Tão amável!
Mas, no dia a dia,
Era como qualquer outra menina.
Ser bailarina não lhe garantia perfeição.
Isso é lá na canção,
Porque toda bailarina tem pereba.
Algumas tiveram ameba.
A vida não livra ninguém.
Por isso, Chico, tanta perfeição não há.
A bailarina... Ah, ela sempre tem!
Se lhe convém,
É só procurar.

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