quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Nenhum talento pinta.


Mil baldes de tinta;
Picasso e seu talento.
Nem mesmo o talento pinta,
Nem dá cor ao pensamento.
Nem um anjo,
Nem a riqueza
Da pintura romanesca;
Nem a sensibilidade de Michelangelo
Retrataria com franqueza
O que sinto,
Porque não se resume em arranjo
(Em nenhum),
O que habita o labirinto
De sua mente.
Nem doutor algum
Cura a alma do doente,
Pois o sensorial
Não se consegue retratar com exatidão.
O passeio mental
É ornamento
Exclusivo,
Inenarrável.
É enigmático arquivo.
E, para isso,
É incontestável:
Não há conclusão.

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