domingo, 29 de setembro de 2013

Caramurus da Bahia (Paródia do texto de Gregório de Matos)


Ô, paiaiá, que engano
Em querer ser caramuru!
Negaste o teu sangue de Tatu,
Por algo que julgaste soberano.

A linha hereditária traíste.
Em nome de um poder enganoso.
Querer ser branco é embuste.
És tu vil marau cobiçoso.

Não comes mais moqueca em Pirajá.
Não bebes mais mingau de puba.
Andas te achando Marajá.
Não tens turbante, mas juba.

Pisaste em pilão o Cobepá,
Negando o sangue Tupinambá.
Não és Tatu, és um preá.
Não honras a origem Pirajá.

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