domingo, 29 de setembro de 2013

À Espera


Peguei o trem pro sonho na estrada.
A esperar fiquei por muitas horas.
Por muitas noites, por muitas auroras,
De longe vendo as terras lavradas.

Pensando no trem e em seus vagões,
Olhos vítreos na aurora boreal,
Eu ia vagando por direções.
Mas com meus sonhos eu era leal.

Eu era uma "náufraga" com gosto.
Tinha suor e poeira no rosto.
Mas os meus sonhos estavam intactos.

O comboio da ilusão minguando.
Eu de pé e há tanto esperando.
Desfiz com meus sonhos todos os pactos.

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