sábado, 24 de agosto de 2013

Num instante...






Um vento surge e, num instante,
Passam muros, flores, gente.
Coisas assim o bastante,
A bailar na minha mente.

E essa dança abrupta,
Que flui não sei bem de onde,
Vem faceira, não se esconde,
Aparece ininterrupta.

Minha mente não a controla,
Pois parece involuntária,
Como o impulso de uma mola.
É, pois, uma valsa diária.

Ela chega, vem de súbito,
E, de repente, me invade.
E lá vou de “Sherazade”
A me acudir como a um súdito

Do rei mau que é o costume,
Que anula a criatividade,
Apagando-lhe o lume.
“Que me venha a Sherazade”!

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