sábado, 24 de agosto de 2013

Fantasiar é preciso!



Vislumbro na fantasia
A capacidade alçada,
Pela asa da magia,
Pela leveza alcançada.

Se há  só realidade,
A dor se faz bem presente,
Pois o real é, na verdade,
A fantasia ausente.

A dor não se devaneia,
Ela é mera verdade,
Mas se a gente vagueia,
A dor logo se evade.

Que maravilha sonhar
Com coisas que não se tem!
Segue-se então a viajar,
Pelos vagões desse trem.

No trem da divagação,
A gente viaja  leve,
Porque naquele vagão
O real não se atreve.

É, pois, boa injeção
A viagem nesse trem.
E toda  empolgação
Que dentro dele se tem.

Há também a imersão,
No submarino do sonho,
Então a divagação,
Tem um tamanho medonho.

Tantos meios de sair
Por aí a viajar.
Não importa se aqui
Não se sai nem do lugar.

Não é uma viagem
Ao pé da letra de fato,
Pois não se paga passagem,
Ao passeio imediato.

Cabe apenas à gente
Ingressar ness'aventura.
Sempre burlando a mente:
Criador e criatura.

Nenhum comentário: