sábado, 10 de agosto de 2013

A Rosa



Era a rosa tão rosada,
Tão perfumada e sedosa,
Que não se vira outra rosa,
Tão bela; tão graciosa.

Uma rosa tão serena,
Igualmente atraente,
Em sua forma pequena,
Em sua vida inocente.

Então, me dava vontade
De guardá- la protegida.
Por sua imobilidade,
De todo perigo da vida.

Prontamente a colhi
Do galho em que estava.
Sem perceber eu a tolhi,
Pois a haste a alimentava.

E foi assim que a rósea
Rosa  delicada
Espalhou-se na calçada,
Deixando de ser mimósea.

Por muito lhe admirar,
Cometi um ato estulto.
Quis tanto a rosa guardar
E só me  resta seu vulto.

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