domingo, 30 de junho de 2013

Obstinação



Mesmo que eu não possa
Evitar o atoleiro,
Passo pela poça,
Pelo lamaceiro.
Mesmo que eu roa o osso,
Que me perca no espaço,
Eu como a fruta até o caroço
E não me embaraço.
Eu me refaço.
Caio no poço,
Mas eu escapo.
Eu posso!
Venço o cansaço!
Eu sou feita de carne e osso,
Mas, às vezes, pareço de aço.

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