quarta-feira, 17 de abril de 2013

Narciso






Mira seu umbigo apenas.
Tal pavão e suas penas.
Viaja pelo espelho,
Extasiado consigo.
Não ouve conselho!
Sua verdade e seu umbigo
São para si côncavo e convexo!
Só enxerga seu reflexo!
Sua  capacidade;
E nele mergulha
Com muita vontade.
Afoga-se
De tanto que se orgulha!
Ele, mais ele e ele apenas...
Só ele é preciso.
Em suas convicções plenas...
Eis o mundo sob a ótica de Narciso!

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