terça-feira, 19 de março de 2013

Pássaro mutilado




Eu não tenho mais voo.
Eu não tenho mais nada.
Minha história está mudada.
A vida me dá enjoo,
Deste jeito enjaulado.
E o meu chilreio
É, agora, um pio abafado,
Esperando habitar meu outro seio.
Eu sou um pássaro mutilado.
Um pássaro sem voo.
Um  voejar  aprisionado.
E até o gorjeio,
Vindo da copa da árvore,
Chega aqui frio como mármore,
Porque me atinge em cheio.
Eu quero o cimo também!
Quero ser livre, além!
E esse dia ainda não veio...
Mas eu creio sim,
Que um novo voo esteja guardado pra mim
Que não sou prisioneiro,
Sou  livre nato, pois nasci “passarim”.
Nasci  pra ser forasteiro!
Por isso, não me faça prisioneiro.
Não me mutile assim!

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