terça-feira, 12 de março de 2013

Extremos




É o diferente que sempre se mira mais.
É a diferença que a diferença faz.
Sendo assim, o casual olha sempre o original,
Numa falsa reprovação.
Na verdade, o oposto quer alcançar sua extremidade
E finge decepção.
Por isso, fixa o olhar na outra direção.
Almejar a extremidade é um indício
De querer ser aquilo e não isso.
Detestar, amar...
Sair, chegar...
É nunca se conformar.
E essa inconformidade,
Promove a mobilidade.
Pois é ela que nos motiva.
Então, as polaridades
Exercem a função atrativa
E acabam formando um todo.
É esse o grande engodo
Que tece as cumplicidades!
O distanciamento
É que gera os extremos
E a lei da atração,
De opostos que se completam, é uma contradição...
E, se há uma fusão, ainda há polaridade?
Ainda há essa possibilidade?
“ Ser ou não ser, eis a questão”.
Há nisso alguma coerência?
A sanidade também é demência?
O fato é que os pólos aí estão:
Sim e não;
Início e fim;
Yang e yin;
Para a natureza se equilibrar,
Um precisa perder;
O outro precisa ganhar.
O extremo é sina?
Opostos têm ímã?
Não basta entender.
É viver para crer!

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