domingo, 24 de fevereiro de 2013

Ledo engano






Suas lembranças são tão ralas. 
Os bons momentos... deles nem recordo,
Nem me soam mais suas belas falas.
Daquele sentimento agora  eu discordo.

Sua imagem tornou-se escura.
Aquele amor, hoje, eu desminto.
Você é para mim estranha criatura.
Contentamento morto, finito, extinto.

Você na minha vida não existiu.
E  nunca foi minha prioridade.
Tudo porque hoje sei que você foi vil
E que seu  zelo nunca foi realidade.

Minha esperança tanto tempo alimentada
Foi invadida por uma névoa, um desalento.
Por causa de sua imagem forjada,
De seu egoísmo escondido em fingimento.

Eu agora olho e finjo que não vejo
Ou se vejo não creio naquilo que é visto.
Mas mesmo assim o amanhã ensejo.
E por ele levanto, luto, teimo  e insisto.

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