sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Resignação






Em meio à névoa multicor
Aquele lugar eu adentro.
Estou pálida, sem vigor;
Meu eu implode por dentro.


Sóbria só visivelmente,
Meu pensamento é dormente.
E em meio à solidão que se ergue
A tristeza me encurrala.


Traiçoeira, me persegue,
Põe-me no colo, me embala.
Pouco a pouco eu a aceito
E a acolho no peito.


Resignada a abraço.
Sem amparo, sem candura.
Estou presa em seu laço!
E assim ela perdura.


Não desisti da alegria,
Embora hospedando a tristeza.
Invento uma galeria
De entusiasmo e beleza.


Que, apesar de abstrata,
Desfilando na minha mente.
Minha languidez refrata
Que é pra me deixar contente.

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