sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Lucidez

Agora que meus olhos veem cruamente
E que percebo a vida tal como ela é;
Não me engano!
Vejo como por uma grande lente.
Tanto o encanto como o desengano.
Ilusão nunca foi fé!
Enxergo as coisas como elas são.
Nada de panos quentes!
Pedra é pedra, pão é pão
Nas aventuras frequentes.

O teimar com a verdade
Faz-nos tolos, intransigentes.
O real é necessário.
Acontece sem piedade.
Mas o tempo é vicário;
Traz-nos dias indulgentes.
Por isso, dar olhos à lucidez
É, sem erro, uma via contrária à da estupidez.

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