quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Exorcizando fantasmas


Não estou com paciência
Pra todo dia morrer.
Chega de convalescência;
Não suporto padecer!
Chega de vãs esperanças;
De andar feito zumbi!
Nessas noites todas ranças
Piu de coruja; xô, colibri!

(...)


E vem o escuro e me joga as tranças...
Chega de tanto me consumir!
Estou farta dos fantasmas, das sombras, do medo!
E do medo de manter todos eles em segredo.
Já chega de maldição!
Farta estou de expurgação!
Não quero ser obediente.
Tampouco ser delinquente.
Quero ser imperfeita também,
Assim como o princípio determina.
Quero dizer “não” ao amém.
Não a regras; à disciplina.
Afinal, sou uma boa menina.
Afinal, não sou assim tão aquém.
Fantasmas, me deem tchau.
Adeus pra vocês também!

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