sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Curvando-se











Nas curvas da ventania
Deixo-me arrastada e flutuando sigo alerta.

Um pouco de entrega e confiança é uma alquimia
Necessária para que se aproveite a vida, esta grande oferta.

Não se deve insistir ou forçar um caminho
Tantas veredas há para seguir quando não se tem saída.

Há que se ver com cuidado, carinho
Cada queda, cada recaída.

Por isso não mais corro
Mas, sorrio, falo, calo.

Não forço a subida no morro


Mas me deixo levar pelo embalo.

Não luto contra o vento, deslizo por ele, escorrego
Nestas linhas incertas que a vida escreve.






Não me debato também não me entrego


Mas leio a receita que a vida prescreve.

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