sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor verus





O grande desejo meu
É de algo singular, estonteante, marcante...
Farta estou da desconfiança!
Farta estou do sentimento ateu
De esperar, se não há esperança!
Minha vontade radiante, incessante


Carrega o encargo, o pendor
De rejeitar as migalhas
De qualquer pseudo amor;
De fugir de suas malhas.


Minha vontade quer, com fervor,
Que a verdade valha a pena.
Quer sim o calor,
Mas não de uma coisa banal, pequena.


Tolice?
Este etéreo desejo do amor verus?
Amor ideal é lenda, crendice?
Algo que não se vê?
Tal como o insensato Eros
E a bela Psiquê?


Engano natural?
Dardo mal erguido?
Oh, flecha errada de cupido!

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