sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A neblina




Não faz Sol; há neblina...
Ela deixa-se cair numa cascata fina.
Deixa-se bailar no ar e permeia
A estrada por onde se esvai; a quem enlameia.
O solo ela invade,
Formando uma lagoa, uma cavidade.

Molha!
Desbrava o solo concreto,
Com pequenas porções.
Num “chuá” discreto
Realiza suas ações.

Escoa parcela a parcela.
E quando pronto o percurso que corria,
Junta-se às águas submersas
Que no solo, há muito tempo, imersas.
E espera outro ciclo se dar,
Quando, enfim, começa a evaporar.
Para de novo um chuvisco se tornar. 

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