quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sonhando




Cerro os olhos no quarto vazio.
Lentamente saio da realidade. 
Alcanço a cerca do imaginário.
Então, o sonho me invade.

Eu perambulo sozinha
No meio do irreal,
Mas a verdade junto a mim caminha.

Meu ser paira em diferentes lugares 
Que são parte de minha vida:
Risos acontecidos, tantos olhares;
Gente vinda, gente ida.

Eu falo comigo.
Eu confundo fatos acontecidos com irreais .
Quero distingui-los, mas não consigo.

Os meus pensamentos se misturam.
Eles confortam, mas também torturam.
Vou vagando por entre uma névoa constante,
Tentando voltar a todo o instante. 

 Caminho confusa pela imensidão, 
 Entre pontes que me ligam ao sonho, ao passado, ao presente.
 E sigo viajando nessa imersão.

 De tanto sonhar me perco.
 Vejo-me envolvida num cerco.
 Meu coração pulsa forte, se altera.
 Agora, o sonho se faz simples espera.

Eu desço finalmente à vida real,
Que se dará até de novo eu mergulhar
Na doce e amarga espera do que é ideal.

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