quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Como uma canoa



Canoa na água mansa
Desliza.
Na água turva acelera,
Viaja  como por uma trança.
E  segue escorregando sem espera
Em meio às folhagens da mata e da vida.
Serpenteia com as águas, rodopiando como uma esfera,
Equilibrando-se na corrente retorcida,
Daquele depósito de dádivas 
 Que são aquelas águas  tão vivas.
Segue pela mata  a serpentear
Com o firme propósito de  um dia navio se tornar.
Seu combustível é o ritmo
Às vezes devagar, às vezes sem cessar;
Às vezes fluvial,  às vezes marítimo
Segue a canoa pelo curso da vida
Tendo como remo  seu deslizar ou rodopiar         
Conforme o curso que na vida encontrar.

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