quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Como folhas secas










As folhas caídas, esquecidas ao lento
Ali sozinhas varridas pelo vento
Encontram-se descoloridas, sem viço
Mortas, inúteis, enfim, sem serviço.


Não as vejo como entulho
Não consigo vê-las assim
Mas, na vida hoje somos sinfonia, amanhã barulho.
Uma hora temos tudo e noutra o tudo é fim.


Muitas vezes somos folhas caídas
E como folhas secas ficamos boa parte
E inertes deixamos que o vento nos arraste
Arrancadas, esquecidas e em vão distribuídas.


Mas, se o vento for um bom jardineiro
Ele nos arrastará para um novo canteiro
Que precise de folhas mortas a adubar
As mudas que passa a vida inteira a plantar.


E nossa inutilidade se transformará
Em boa nova para alimentar
Tantos canteiros que há pela vida
Por essa chegada que já foi partida.

Nenhum comentário: