quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A vida em sons







Baixo o volume, calo.
Cesso qualquer som,
Nada falo.
Emudeço, baixo o tom.

Não se ouve mais nada.
Estou muda, calada.
Tudo absorto.
Apenas o vento!
Só pensamento...
Barulho morto.

Mansidão, placidez,
Anistia!
Solidão, mudez...
(...)
Uns fios de notas, restos...
Sons modestos.

Não podemos calar tudo,
Nem estar sempre mudos.
O som toca o mundo.
É Instrumento, música ao fundo.

A vida é uma grande sinfonia.
Seu som é fascinante.
Cumpre uma sincronia,
Por isso se faz incessante.

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