sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vão progresso



Dê adeus ao roseiral
Repleto de borboletas e aves
Aos campos de verde suave
Ao balanço no quintal.

Despeça-se da natureza e de seu viço
Das flores que povoam as campinas
Dê adeus a tudo isso
Ao arco-íris, à linda colina.

Nada mais restará neste lugar
Tudo será varrido desta nobre terra
Quando o progresso aqui chegar
Quando o homem trouxer sua serra.

Tudo despencará fatalmente
O chão ficará coberto de entulhos e sonhos
Será triste, um pesadelo medonho
Se a evolução aqui chegar, infelizmente.

O rio transbordará um sangue negro e doente
Os bichos perderão sua inocência selvagem
Se o homem renegar a vida aqui presente
Se o capitalismo fizer em sua consciência lavagem.

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