quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Lua




 A bela moça que no céu passeia 
À noite é uma senhorita que brilha.
Enquanto sua luz o meu jardim incendeia,
Parece caminhar sozinha numa trilha.
E a sua claridade que afasta o breu da noite,
Para a escuridão é como um açoite.
Que surge quase sempre após o ocaso
E vai-se expandindo sem atraso.
Mas, ao amanhecer, a moça fica transparente, pálida.
Para surgir cintilante novamente, à noite, reluzente e cálida.

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