domingo, 18 de novembro de 2012

Imperfeição




Minha alma é assim como a ventania, que no outono arrasta as folhas caídas.
É às vezes como uma simples brisa, que pelas mudanças é atraída.
Às vezes é as próprias folhas caídas,
E noutras, folhas nascidas.
Às vezes, plácida como certas águas,
Que carregam para longe as velhas mágoas.
Ou turbulenta como a maré.
E resistente, forte como a fé.
Às vezes é laranja como o arrebol;
Como as pontas dos raios do Sol
Ou cinza como os dias frios do inverno,
Quando os dias  parecem ser eternos.
Às vezes, paraíso ensolarado.
Noutras monótonos dias parados.
Numas extenso verão.
Noutras o inverno é a estação.
Pássaro solto no ar
Ou peixe no rio a nadar.
Minh'alma oscila corriqueiramente,
Mas essa inconstância me faz transparente.
Imperfeita como  toda a gente é.
E normal até onde der.

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