sábado, 27 de outubro de 2012

Quando houver dia de Sol.


Quando o dia se fizer ensolarado
Caminharei livremente até a ponte.
Por entre ruelas do povoado,
Até o Sol se esconder no horizonte.


Ficarei sozinha com meus pensamentos,
Balbuciando palavras que neles habitam.
Favorecida pela carícia do vento,
Alheia ao mundo e aos olhos que me fitam.


E quando eu cair em mim que estou sozinha
Não temerei a solidão que existe,
Pois que a solidão é companheira minha
Que há tempos em minha vida resiste.


Ouvindo os pássaros a cantarolar
Em busca de aconchego ao anoitecer.
E buscarei também eu me abrigar
Quando o Sol se der a fenecer.


E assim na vida vou seguir fazendo,
Buscando os raios que puder achar.
De sol a sol seguirei aprendendo
A permitir que a vida se ponha a raiar.

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