sexta-feira, 13 de julho de 2012

Com os olhos do amor



Você parece inalcançável.
Não é.
Eu sei que você é de carne e osso.
Sujeito a tantos erros como eu...
Assim de longe, parece perfeito.
Mas sei que tem suas falhas,
Tem coisas boas e más...
Defeitos e qualidades.
Sim, defeitos, muitos...
Mas qualidades também.
E é nelas que me agarro.
Seguro-as, tento ampliá-las.
Estou fechando os olhos para os seus defeitos.
Não quero enxergá-los, vê-los...
Quero enaltecer suas virtudes.
Embora isso seja enganar-me um tanto.
Mas, suas qualidades, ah, elas são tão doces!
E é disso que é feito o amor.
De apreciar mais que tudo e tanto, tanto
As qualidades de alguém,
Que não se veja suas imperfeições, seus defeitos, suas falhas...
E se, num dado momento, acontecer de
Se enxergar no amor algum grave defeito,
Há que se usar a borracha.
Há que se apagar de forma sábia.
De forma tal que não se veja mais
Sua parte feia, seu lado ruim.
Ou ainda, se por acaso,
As falhas saltarem aos olhos há que se embelezá-las com os mesmos,
Pois que se diz, há tanto que
A beleza está nos olhos de quem a vê.
E se, em última instância,
O amor se revelar alguém feio pelas atitudes,
Há que se compreender e amar mesmo assim, um pouco feio,
Pois que para seu coração o feio... Não há mais jeito:
Agora é belo! 

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